quinta-feira, 16 de agosto de 2012

"Só sei que foi assim"

             Suspirei bem fundo ao iniciar esta proza, pois sabia do poder que ela teria de levar meus pensamentos até você, de trazer as milhares de lembranças de nós dois provando do mesmo sentimento, daquela tarde quando eu estava a observar o mar acompanhado da felicidade.
            Não estou triste agora, só encontro-me decepcionado e surpreso com os impasses fatalistas, afinal de contas, quando será que vou compreender qual a ordem, a organização do destino? Esse tal destino tem de ser sempre algo aparentemente frustrador para as pessoas? O destino é como aquele colega de colegial chato que você torce inabalavelmente para cair na outra classe, mas não, ele cai justamente na sua classe, e se os acentos forem lugar marcado ele ainda vai acabar caindo na carteira ao seu lado.
            Quando tudo parece ter se situado no local certo eis a aparição de outro lugar ou situação onde provavelmente deveríamos estar ou viver...
         Apesar de tudo, continuo sem levar fé nesta história de destino, não consigo digerir isso muito bem, talvez ele exista sim, só o entendemos da forma errada.
           Minha sensação é que vou explodir a qualquer momento, visto a imensidão de perguntas o qual cercam minha mente, as perguntas são muitas, mas as respostas escassas. “Quem diria”, ontem eu estava ciente, certo, hoje a duvida já voltou. Mas a vida é assim, uma caixinha de surpresas, e a certeza de que meus pensamentos transportados para essas palavras e frases vão permanecer na minha vida mesmo colocando um ponto final bem ao lado desta ultima palavra aqui.
            Certamente você não entendeu nada do que eu quis dizer, eu também não faço a mínima ideia. “Só sei que foi assim”.
           

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Razão e existência


     
      Pego por variáveis minuciosamente calculadas, a humanidade se distanciou do seu precioso tesouro, a razão, aquilo que de certa forma leva-nos a presumir nossa existência, o fato de realmente existirmos, “penso logo existo”. Uma pedra jamais terá a plena idéia de existência, a água igualmente, o fogo, e praticamente nem um ser vivo como o cachorro.
            A razão, a capacidade de se questionar, é algo fantástico. Torna-se a ponte para deduzirmos até mesmo a realidade de possuirmos uma alma, ao invés de resumir-nos ao corpo, aos sentidos. Acompanhe-me, a palavra essência significa: “substância fundamental, aquilo que constitui o primordial, indispensável, necessário, fundamental”, muitas pessoas dizem não acreditar na existência da alma e a vida após a morte, seguir tal pensamento é afirmar crer na volta ao nada, contudo lá dentro de nós sentimos algo a mais, a necessidade, o irreversível fato de nascermos de uma essência e que um dia temos de retornar a ela, afinal de contas, analise, qual é a lógica de algo sair da não existência para a existência e no final de tudo voltar tão simplesmente a não existência? Como a idéia de alma e de eternidade foi parar na mente humana? Tudo tem uma essência.
            Certamente você deve estar se perguntando agora, de onde este ser arranja estas perguntas loucas? Mas será que sou tão louco assim? Talvez não.
            É só você parar e ver. Comece a enxergar com “olhos abertos”. As pessoas circulam pra lá e para cá, pensam no futuro, outras ainda presas no passado nunca conseguem sair de lá, os jovens e adolescentes sentam no sofá para assistir a um seriado romântico ou policial, os adultos chegam do trabalho e vão assistir a novela, suas atenções totalmente voltadas para o desenrolar da história de seus personagens preferidos, no dia seguinte aquela cena é o assunto mais comentado nas faculdades, escolas, etc. Onde está a atenção para as coisas mais sérias, intrigantes e belas da vida? Chega a ser um absurdo a maioria dos seres humanos habitarem em um planeta e nunca ter se perguntado de onde ele veio! Chega a ser um absurdo as pessoas nascerem, viverem vinte, trinta, quarenta, noventa anos acreditando que tudo terminará na morte! Se tudo se resume a nascer e morrer, qual é o sentido de nós termos vindo parar neste mundo? Até quando a razão será usada para responder somente questões às vezes tão triviais?

Uma pergunta vale mais que mil respostas


           
        Estou me recodificando. Estes dias minha consciência parece ter encontrado a chave para abrir a porta da realidade por tanto tempo trancada. Talvez nem trancada estivesse, porém minha visão cega e alienada me puseram numa inércia padronizada, onde meu censo crítico sofria a escassez de um cálice de sabedoria e questionamentos.
            Meus olhos se abriram para os acontecimentos, para o que está por traz dessa “normalidade” dos dias de hoje, foi quando comecei a fazer as perguntas certas. São “sentinelas” e “máquinas” querendo nos vender uma paz, uma guerra, um cotidiano, um padrão, uma filosofia epicurista de “viver o momento”, e todos vão comprando esse produto sem ao menos se dar conta, e quando der repente perdemos tantas coisas ou se esbarramos com nós mesmos percebemos que algo está errado.
            Por tanto tempo acreditar nas sombras produzidas nas paredes foi a minha melhor escolha, até uma maçã cair na minha cabeça para que eu despertasse do sono profundo o qual andei vivendo. Bem vindo ao meu novo mundo, ao mundo onde perseguirei a verdade até o último suspiro.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Reencontro

         Queria escrever palavras cultas e bonitas aqui. Queria lhe encantar com minhas frases, meus argumentos. Mas a verdade é esta, e eu admito, de repente sou muito fraco no meu vocabulário, na gramática, e por fim a tal da inspiração está mais escassa.
            Contudo, grandes poetas se revelaram às vezes por frases sem sentido, repletas de subjetividade, poemas e poesias até hoje incompreensíveis ou de diversas interpretações. Estruturaram-se mesmo diante de suas loucuras por chocarem pessoas simplesmente com uma curta oração. Desta forma desejo ser.
            E nesse breve reencontro contigo o qual lê essas humildes palavras e conjunto de letras, lhe faço apenas duas únicas perguntas. Duas pergunta talvez fora do comum, talvez sem nexo algum. Por outro lado, perguntas essas capaz de nos empurrar imensidões de reflexões relacionadas à nossas vidas, perguntas que um dia me tocaram, mexeram na minha alma e me puseram a procurar a essência de tudo, aquilo que realmente vale a pena, a verdade, somente a verdade ... “Quem é você? És feliz?”