Meu Deus! Mas quanta
desilusão! Aonde eu venho andando para ter me afastado dos verdadeiros princípios
e valores?! Será que minha felicidade dependerá mesmo de coisas materiais, de
coisas não materiais, porém finitas? Com o que meus olhos se fecharam afim de não
mais enxergar o óbvio, o essencial?
Acordar bem de manhã já
deveria ser um bom motivo para me ver sorrindo, respirar esse ar puro da
natureza já deveria alegrar meus pulmões, porque então continuo perseguindo
aromas agradáveis, mas às vezes com curtos prazos de validade?
“Preciso harmonizar novamente a música da minha vida!”
Estive pensando em
encontrar uma nova forma de encarar meus problemas. Percebi que todos nós se
fechamos, lamentamos, e se sentimos fracos perante os desapontamentos da vida.
Uma batalha não está descrita no dicionário como uma situação agradável,
certamente vamos bater no adversário, logicamente ele revidará e vamos apanhar,
e vai doer, vai machucar e nos fazer cair, mas Deus! Podemos levantar!
E nesse caminho, nesta linha de raciocínio experimentei
algo novo. Se os problemas e os desapontamentos da vida me soqueiam, não vou
chorar, eu vou sorrir e fita-los com uma feição de ironia, e enfim estar alegre
apesar de tudo o que aconteça, a final de contas poderei ter a certeza de estar
participando de um belo filme o qual é a vida, imagine a graça de um filme de
ação ou de guerra sem suas batalhas? A verdade é esta: nada aqui vai ser fácil,
sendo assim, viva, “jogue esse jogo”.
[...] Sorria meu bem, sorria,
Da infelicidade que você
procurou [...]
[...] Chorar pra que?
Chorar!
Você deve sorri,
Que outro dia será bem
melhor [...]
[...] Contava- se que ele vivia dentro de um barril e não
possuía mais do que uma túnica, um cajado e um embornal de pão. (Desse jeito
não era nada fácil roubar dele sua felicidade!) Um dia, quando estava sentado
ao sol junto ao seu barril, recebeu a visita de Alexandre Magno. Alexandre
aproximou-se do sábio, perguntou-lhe se ele tinha algum desejo e disse-lhe que,
caso tivesse, seu desejo seria imediatamente satisfeito. Ao que Diógenes
respondeu: “Sim, desejo que te afastes da frente do meu sol” [...].

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